segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Um e outro.

Um foi capaz de dar a ela ainda mais de si mesma.
O outro levou o que ela nem tinha.

Um ensinou a solitude.
O outro deixou de herança a sua solidão.

Um acreditou com ela.
O outro não quis acreditar.

Um foi embora pra ficar.
O outro não ia nem ficava – na pretensão de assim alcançar a inexistência.

Amor e dor.
Os dois ali, nela.



Cris Guerra.



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Ah...

Um comentário:

Nany Damasceno disse...

... posso dizer que eu te amo?