sábado, 25 de julho de 2009

the last breath

Se eu pudesse explicar o que tem se passado por aqui, talvez tudo se fizesse mais fácil.
As ideias vagas e os constantes fragmentos, memórias, insanidades misturadas com o único vestígio de normalidade que ainda encontro em meu ser...
Nessa madrugada fria, eu me encontro aqui, anestesiada, parece mentira...
Eu acho que sempre fui verdadeira demais, e nunca vou me culpar por isso, não por isso.
Só vou me culpar, por ter esperado o mínimo de sinceridade de alguns que me cercaram nos últimos tempos...
Eu sei que estou magoada, eu sei que me encontro ferida...
Mas eu sei também que eu fui fiel ate o útimo momento, até o último suspiro...
e eu nao queria, eu realmente não queria, mas eu me conheço. E pra falar a verdade, eu sou a única que realmente já conseguiu essa proeza.
...
Eu vivi com uma pessoa durante os últimos três anos da minha vida, quase quatro.
Não sou tão ingenua a ponto de achar que o tempo levaria alguma coisa em consideração, tampouco que seria o ponto crucial, no que dizia respeito à continuidade.. ou ao fim.
Estou falando de convivência, de respeito, de sinceridade...
O que se faz, quando o que te diziam não era verdade?
O que se faz quando você foi traída, mais de várias vezes, exatamente pela única pessoa que não poderia fazer isso?
As confissões falsas de amor, de carinho, os: "eu não posso te perder de maneira nenhuma..", "você é a única pessoa que sempre me conheceu de verdade", "me perdoa?", "dessa vez vai ser diferente, eu prometo!", "confia em mim só mais essa vez?", "não, não há com que se preocupar!", "dessa vez eu tô aqui, não saio mais."... Isso tudo vem me atormentar, como um sino que fica badalando incessantemente, ou como uma bomba que vai explodir a qualquer momento...
Eu preferia não ter conhecido nenhum lado teu, porque eu já sei o desfecho diisso, infelizmente.
...
Sei que não estou plena, e realmente não sei se já estive, quiçá se um dia ficarei.
Isso é mais do que um simples recalque, desapontamento, ou qualquer coisa do gênero.
Mas eu sei também que o meu maior companheiro, aquele que tem me acompanhado durante isso, ainda se faz presente, aqui e pra sempre: O tempo. Ah, o tempo...
Aquele que em determinados momentos, parecia ter me abandonado, e em outros, se mostrava apenas distante, observando-me, especulando uma forma de agir, de finalmente se mostrar...
Esse mesmo tempo que agora parece que me esqueceu, é o mesmo tempo que vai mostrar tudo o que ainda está oculto, é o mesmo tempo que vai acompanhar a todos, é o mesmo tempo que vai me fazer esquecer de toda a dor e tristeza...
Porque o tempo também precisa de tempo.
...
O que se faz quando as coisas estão assim? Fora do controle?
Você segue em frente... Mesmo sem ter motivos... Você segue em frente. Só. Apenas.
E que seja doce. Como a maioria das coisas. Como sempre foi pra mim e sempre será.
Se eu pudesse fazer um desejo bem egoísta agora, seria: Apagar os últimos 4 anos da minha memória.
Mas estou falando do tempo... :)
E devemos nos arrepender só do que não fazemos, vou tentar acreditar que é assim.
Tudo vai acabar bem, vai já acabar.
Eu não sei como eu cheguei aqui, mas aqui estou, por algum motivo, afinal.

se vai como o sol...

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