quinta-feira, 11 de junho de 2009

sinto... falta...

'da perdição involuntária que era congelar na sua presença tão insignificante. era a vida se mostrando mais poderosa do que eu e minhas listas de certo e errado. era a natureza me provando ser mais óbvia do que todas as minhas crenças. eu não mandava no que sentia por você, eu não aceitava, não queria e, ainda assim, era inundada diariamente por uma vida trezentas vezes maior que a minha. eu te amava por causa da vida e não por minha causa. e isso era lindo. você era lindo. sinto falta de quando a imensa distância ainda me deixava te ver do outro lado da rua, passando apressado com seus ombros perfeitos. sinto falta de lembrar que você me via tanto, que preferia fazer que não via nada. sinta falta da sua tristeza, disfarçada em arrogância, em não dar conta, em não ter nem amor, nem vida, nem saco, nem músculos, nem medo, nem alma suficientes para me reter.'

Um comentário:

Sáh Oliveira disse...

Apesar de tudo, sentir falta é tão bom, porque nós faz lembrar que algo preenchia o local que agora está vazio, apenas vazio...